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Resposta ao artigo publicado na revista DECO-Proteste n.º 267 Em resposta ao artigo publicado na revista DECO-Proteste n.º 267 de Março de 2006, e por considerarmos que o conteúdo do mesmo relativamente ao nosso concelho não é de todo correcto, uma vez que a forma como a questão é apresentada pode dar a entender aos leitores que a água distribuída no concelho de Beja é de má qualidade, pondo inclusivé em risco os consumidores da mesma, vimos desta forma tecer algumas considerações:
Sempre que se utiliza um reagente para tratamento de água destinada ao consumo humano, existe um risco associado à sua utilização, competindo à Entidade Gestora seleccionar entre os existentes no mercado o que mais se adapta às características da água a tratar. Inicialmente na ETA do Roxo era utilizado cloro gás para efectuar a operação de pré-oxidação e desinfecção, no entanto visto que este reagente é percursor da formação de trihalometanos, os quais são cancerígenos, foi decidido, atendendo ao elevado teor destes compostos que se formava, substituir o reagente. Nesta fase foi equacionada a utilização de ozono na pré-oxidação, o qual devido ao seu elevado poder oxidante permitiria eliminar a maior parte da matéria orgânica presente na água bruta e assim poderia continuar-se a utilizar o cloro gás como desinfectante final, no entanto, optou-se por não utilizar o ozono devido à tendência que este reagente tem para a formação de bromatos, os quais também são cancerígenos. Neste contexto foi decidido substituir na íntegra o cloro gás pelo dióxido de cloro, com as mais valias em termos de exploração e de qualidade da água que desde aí se têm verificado. De salientar à semelhança do que sucede com outros parâmetros para os quais a legislação nacional não prevê qualquer tipo de controlo que é prática desta empresa, no seguimento aliás daquilo que vinha sendo efectuado pelos Serviços Municipalizados controlar ao níveis de cloritos e cloratos na rede de distribuição, apresentando-se na quase totalidade das análises os valores destes bastante abaixo dos valores guia, com excepção do registado em 2005, facto que se ficou a dever à degradação da qualidade da água na Albufeira do Roxo, com especial destaque para os elevados desenvolvimentos fitoplânctonicos, sobretudo de espécies potencialmente produtoras de toxinas, que fez com que se tivessem de aumentar as dosagens de desinfectante. Considero, assim, no que se refere ao nosso concelho, que este artigo não revela preocupação em distinguir os sistemas de tratamento existentes alvo desta análise, comparando dados incomparáveis e divulgando preocupações injustificadas. Este artigo demonstra ainda alguma falta de rigor por ignorar informação fundamental acerca deste assunto. Beja, 09 Março de 2006
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