Visitantes: 287595 Actualizado em: 06/02/2012

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CORTES DE ÁGUA:

[-Interrupção de fornecimento de água em Beja, na Avenida Fialho de Almeida e zonas envolventes dia 06-02-2012 das 10h:30m até às 12h:00m, MOTIVO:

Participação de avarias na rede pública Prestação de serviços Débito directo Reclamações Laboratorio EMAS - Noticias ETA do Roxo Perguntas mais frequentes

Estação de Tratamento de Água

 

A Estação de Tratamento de Água (ETA) do Roxo foi construída entre 1983 e 1985, tendo entrado em funcionamento em Agosto de 1985.

A ETA do Roxo localiza-se no Monte do Salto, junto à Albufeira da Barragem do Roxo, na Freguesia de Ervidel, Concelho de Aljustrel, e serve, actualmente, os seguintes aglomerados:

  • Concelho Aljustrel – Aljustrel, Ervidel, Messejana, e Rio de Moinhos.
  • Concelho de Beja – Beja, Santa Vitória, Albernoa, Trindade, Mina e Monte da Juliana, Penedo Gordo, Santa Clara do Louredo, Neves, Porto Peles, Monte Padrão, Vila Azedo e Baleizão.

Esta instalação tem uma capacidade máxima de tratamento de água de 18000 m3 diários, trabalhando normalmente com uma produção que oscila entre os 10 000 m3 e os 15 000 m3 diários, no entanto a sua capacidade poderá atingir os 24 000 m3.

 

A linha processual de tratamento é constituída pelos seguintes processos e operações unitárias:

 

 A captação de água é efectuada na Albufeira da Barragem do Roxo através de uma torre de captação que permite captar água a três níveis de profundidade, mediante a qualidade da água na origem.

A água é então elevada até à câmara de mistura rápida (2 células) onde são injectados os reagentes: sulfato de alumínio para a coagulação; polielectrólito como adjuvante de floculação; carvão activado para remoção, por adsorção, de compostos que dão origem a gostos e cheiros, bem como de compostos orgânicos tóxicos; cal hidratada para correcção do pH. 

Após a homogeneização da mistura (água + reagente), efectuada por dois electroagitadores, a água é dividida por dois clarificadores do tipo de manto de lamas (decantador “Pulsator”) onde ocorre o processo de adensamento dos flocos (floculação) quando a água passa pelo manto de lamas e consequentemente o processo de decantação.

A água clarificada é recolhida na superfície dos tanques clarificadores por intermédio de umas tubuladuras e passa de seguida por gravidade para uma bateria de filtros rápidos (4) de areia, onde irão ser retidas todas as partículas que devido ao seu peso e pequenas dimensões não tenham ficado retidas nos clarificadores, encontrando-se em suspensão na água.

Os filtros de areia são constituídos por uma camada de areia com uma granulometria de 0,8 a 1,2 mm, por uma camada de gravilha de assentamento do leito filtrante e por um fundo falso onde se faz a recolha da água filtrada que é encaminhada por uma caleira para a cisterna de água tratada sob o edifício da estação, onde se faz a desinfecção final da água com díoxido de cloro.

A elevação de água é feita em dois circuitos distintos, um para Beja e outro para Aljustrel, sendo cada um constituído por três grupos elevatórios instalados em paralelo de 420 m3/h e 125 m3/h, respectivamente.

Cada um dos circuitos de elevação pode funcionar com duas bombas em simultâneo, passando então o caudal de adução a ser de 730 m3/h e 180 m3/h respectivamente.

As purgas dos decantadores e a fracção inicial da água de lavagem dos filtros, aflui a um tanque de regularização onde se efectua a regularização dos caudais, enquanto que a fracção de água de lavagem dos filtros não admitida no tanque, com baixo teor de sólidos, é descarregada para o sistema de drenagem existente.

- A partir do tanque de regularização, provido de agitação, é feita a elevação das lamas para o espessamento, operação que é realizada num espessador gravítico, provido de ponte raspadora de fundo.

- Às lamas a espessar é adicionado um polielectrólito com o objectivo de aumentar a eficiência de captura de sólidos e do espessamento.

- Às lamas espessadas, com uma concentração de sólidos da ordem dos 2 a 3%, são elevadas a partir do espessador para o filtro banda, sendo previamente condicionadas com um polielectrólito específico. As lamas desidratadas são então descarregadas por intermédio de um parafuso transportador num contentor apropriado e transportadas a destino final.

- O filtrado e as águas de lavagem das telas do filtro de banda são descarregadas no tanque de regularização e elevadas, conjuntamente com as lamas para o espessador.

- O sobrenadante do espessador constitui o efluente final do tratamento de lamas, sendo descarregado no sistema de drenagem existente

A ETA é alimentada por um PT, existindo também um grupo gerador de emergência de arranque automático, que possibilita o funcionamento mínimo das instalações em caso de falta de energia eléctrica da rede pública.

Existe ainda na estação um conjunto serviços auxiliares: compressores (2), central hidropneumática, sopradores e grupos elevatórios para lavagem dos filtros.

A ETA possui um pequeno laboratório de apoio, equipado com uma série de aparelhos, nomeadamente um espectrofotómetro, um aparelho de “Jar Test”, um turbidímetro, um medidor de pH e uma sonda de oxigénio dissolvido, que possibilitam controlar o processo de tratamento da água.

Desde Julho de 2002 existe na ETA um sistema de desidratação de lamas, que compreende a seguinte sequência de operações.