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Estação de Tratamento de Água
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A Estação de Tratamento de Água
(ETA) do Roxo foi construída entre
1983 e 1985, tendo entrado em
funcionamento em Agosto de 1985.
A ETA do Roxo localiza-se no Monte
do Salto, junto à Albufeira da
Barragem do Roxo, na Freguesia de
Ervidel, Concelho de Aljustrel, e
serve, actualmente, os seguintes
aglomerados:
Esta instalação tem uma capacidade máxima de tratamento de água de 18000 m3 diários, trabalhando normalmente com uma produção que oscila entre os 10 000 m3 e os 15 000 m3 diários, no entanto a sua capacidade poderá atingir os 24 000 m3.
A linha processual de tratamento é constituída pelos seguintes processos e operações unitárias:
A captação de água é efectuada na Albufeira da Barragem do Roxo através de uma torre de captação que permite captar água a três níveis de profundidade, mediante a qualidade da água na origem.
Após a homogeneização da mistura (água + reagente), efectuada por dois electroagitadores, a água é dividida por dois clarificadores do tipo de manto de lamas (decantador “Pulsator”) onde ocorre o processo de adensamento dos flocos (floculação) quando a água passa pelo manto de lamas e consequentemente o processo de decantação.
A água clarificada é recolhida na
superfície dos tanques
clarificadores por intermédio de
umas Os filtros de areia são constituídos por uma camada de areia com uma granulometria de 0,8 a 1,2 mm, por uma camada de gravilha de assentamento do leito filtrante e por um fundo falso onde se faz a recolha da água filtrada que é encaminhada por uma caleira para a cisterna de água tratada sob o edifício da estação, onde se faz a desinfecção final da água com díoxido de cloro.
A elevação de água é feita em
Cada um dos circuitos de elevação pode funcionar com duas bombas em simultâneo, passando então o caudal de adução a ser de 730 m3/h e 180 m3/h respectivamente. As purgas dos decantadores e a fracção inicial da água de lavagem dos filtros, aflui a um tanque de regularização onde se efectua a regularização dos caudais, enquanto que a fracção de água de lavagem dos filtros não admitida no tanque, com baixo teor de sólidos, é descarregada para o sistema de drenagem existente. - A partir do tanque de regularização, provido de agitação, é feita a elevação das lamas para o espessamento, operação que é realizada num espessador gravítico, provido de ponte raspadora de fundo.
- Às lamas a espessar é adicionado
um polielectrólito com o objectivo
de aumentar a eficiência de - Às lamas espessadas, com uma concentração de sólidos da ordem dos 2 a 3%, são elevadas a partir do espessador para o filtro banda, sendo previamente condicionadas com um polielectrólito específico. As lamas desidratadas são então descarregadas por intermédio de um parafuso transportador num contentor apropriado e transportadas a destino final. - O filtrado e as águas de lavagem das telas do filtro de banda são descarregadas no tanque de regularização e elevadas, conjuntamente com as lamas para o espessador. - O sobrenadante do espessador constitui o efluente final do tratamento de lamas, sendo descarregado no sistema de drenagem existente A ETA é alimentada por um PT, existindo também um grupo gerador de emergência de arranque automático, que possibilita o funcionamento mínimo das instalações em caso de falta de energia eléctrica da rede pública.
A ETA possui um pequeno laboratório de apoio, equipado com uma série de aparelhos, nomeadamente um espectrofotómetro, um aparelho de “Jar Test”, um turbidímetro, um medidor de pH e uma sonda de oxigénio dissolvido, que possibilitam controlar o processo de tratamento da água. Desde Julho de 2002 existe na ETA um sistema de desidratação de lamas, que compreende a seguinte sequência de operações.
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